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Gravidez na sexualidade

Mitos do sexo vaginal durante a gravidez

A sexualidade é uma dimensão importante na vida de um casal. Por se tratar de uma espécie de comunicação, a mais íntima que conhecemos, a sexualidade na vida conjugal envolve e mobiliza componentes que estimulam e reforçam o desenvolvimento e o fortalecimento do vínculo afetivo entre os parceiros, proporcionando o contato com desejos e necessidades muitas vezes inconscientes.

O casal que se quer bem, cultiva uma vida sexual ativa e prazerosa, pois o exercício da sexualidade reafirma o amor e o desejo sexual mútuos, independentemente do momento e/ou situação que este casal esteja enfrentando. Mesmo durante a gravidez, convivendo com todas as suas limitações (barriga grande, cansaço, etc), não há porque o casal abrir mão dos benefícios da atividade sexual, pois pode e deve adaptar-se a ela, utilizando a criatividade e explorando todas as possibilidades viáveis.

Alguns mitos contribuem para o enfraquecimento e até para o rompimento de muitos vínculos conjugais durante a gravidez. Enfraquecimento e rompimento trazem a idéia de distanciamento, ou seja, o casal que deveria se unir ainda mais afetiva e sexualmente durante a gravidez, por motivo de desinformação e falta de orientação, termina se afastando. A seguir serão descritos estes mitos que serão analisados com a intenção de desconstruí-los.

Mito: O pênis, quando penetra a vagina, machuca o bebê. Desconstrução: Mesmo nos casos de penetração profunda, não existe a menor possibilidade de o pênis atingir o bebê, pois o mesmo se encontra protegido dentro do útero. A glande do pênis (a cabeça) é macia, amortecendo o contato com o colo do útero. Além disso, vale ressaltar que o canal do colo do útero mede menos do que meio centímetro de diâmetro, o que impede a entrada de qualquer pênis. Não devemos esquecer que, além de tudo isto, existe a bolsa que protege o bebê até o momento do nascimento. Mito: As contrações do útero, no momento do orgasmo, podem provocar aborto.

Desconstrução: As contrações uterinas provocadas pelo orgasmo não são prejudiciais ao bebê e muito menos suficientes para provocar um aborto. O orgasmo está diretamente relacionado à qualidade de vida e saúde da mulher. A exceção se aplica aos casos em que a mulher já está tendo contrações antes da relação sexual, o que quer dizer que, depois da relação as contrações podem aumentar e ocorrer um aborto.

Mito: O esperma pode prejudicar o bebê.

Desconstrução: Se durante a penetração vaginal o pênis ejacular, não há qualquer possibilidade do esperma entrar em contato com o bebê, pois o mesmo está protegido por uma bolsa. O esperma e os espermatozóides não conseguem ultrapassar a bolsa. Além disso, existe uma falsa crença de que a quantidade de prostaglandina, encontrada no esperma, seria suficiente para provocar um aborto. Isto somente seria possível se a vagina recebesse uma quantidade de esperma produzida por mais de quinze ejaculações, num intervalo de tempo inferior a uma hora.

Restrições ao sexo vaginal durante a gestação são feitas no caso de mulheres que apresentam sangramento, ou diante de ameaça ou histórico de abortos espontâneos. Nestes casos especificamente, as relações ficam suspensas somente no primeiro trimestre da gravidez. Porém, não há restrições às carícias, ao toque, à massagem erótica, ao sexo oral, à masturbação mútua e ao sexo anal. Nunca se deve esquecer: sexo faz bem para o corpo, dá prazer e, associado ao sentimento, aumenta o vínculo do casal e proporciona um clima de maior receptividade para o bebê.

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