Busca por Assunto

Cuidados maternos após o nascimento do bebê

Métodos não-recomendáveis

Pílula anticoncepcional oral combinada:

Contém estrogênio, que pode reduzir a quantidade de leite e a duração da amamentação, devendo, portanto, ser desaconselhada.

Continência periódica ("tabela", temperatura basal e muco cervical):

O retorno da menstruação nessa época é bastante variável, ficando a paciente, na maioria das vezes, sem nenhum sangramento vaginal, sem menstruação. Isso impede o uso desse método, pois a ovulação, se houver, é completamente imprevisível.

Minipílulas:

Minipílulas: É um preparado contendo comprimidos de baixa dosagem de um único hormônio, a progesterona, administrado de modo contínuo, por via oral. Não inibe a ovulação, mas em conjunto com a amamentação, é bastante eficaz. Age sobre o muco cervical, tornando-o pouco receptivo ao espermatozóide que, por isso, não consegue alcançar o óvulo dentro da tuba uterina.

Eficiência: Índice de falha 0,5 % a 1% (esse índice é bem maior se a paciente não estiver amamentando).

Hormonal Injetável Trimestral:

Pode ser aplicado após o parto como dosagem única do hormônio progesterona e reaplicado a cada 90 dias. Age da mesma forma que a minipílula.

DIU (Dispositivo Intra-Uterino):

O DIU é um dispositivo colocado no interior do útero, criando um ambiente inadequado para a sobrevivência do espermatozóide e impedindo, assim, seu encontro com o óvulo. É feito de um material semelhante ao plástico (polipropileno), e tem um complemento em cobre.

Época da Colocação: em condições normais deve ser colocado com a paciente menstruada, por ser a introdução mais fácil, e há a certeza de não existir gestação. No pós-parto, entretanto, sua aplicação pode ser realizada de 6 a 8 semanas após o nascimento do bebê, desde que se tenha a certeza de que a paciente não está grávida.

Eficiência: Índice de falha de 1 a 1,5%.

Contra-indicação:

Endoceptivos (Mirena)

É um dispositivo intrauterino que libera um hormônio não prejudicial à amamentação. Tem durabilidade de até 5 anos e não apresenta efeitos colaterais importantes. É feito de plástico, contém levonorgestrel, similar a progesterona, que já existe no organismo e age normalmente nas 2 semanas que antecedem a menstruação. Mede 3 cm e, inserido no útero, libera este hormônio em doses mínimas diárias (20 microgramas).

Não são necessários cortes nem incisões cirúrgicas; geralmente não há necessidade de anestesia, mas algumas pacientes podem preferir o uso de algum sedativo a fim de minimizar a cólica no momento da inserção, que, por sinal, é bastante rápida (segundos). Após a inserção podem ocorrer algumas dores semelhantes a cólicas menstruais que, de modo geral, desaparecem em algumas horas. Os analgésicos podem ser utilizados desde que não estejam contra-indicados.

Um ultra-som transvaginal deve ser realizado antes e após a inserção para determinar, com precisão se o endoceptivo está na posição correta. Um fio de nylon se exterioriza para a vagina, mas não atrapalha em nada a relação sexual. É imperceptível.

É pouco provável que o endoceptivo saia do lugar, entretanto, se ocorrer aumento incomum do sangramento ou da cólica menstrual, o médico deve ser consultado. Além disto, é importante o exame ultra-sonográfico a cada 6 meses.

Como age: sua ação é local, torna o muco do canal do colo uterino, por onde passam os espermatozóides, mais espesso (dificulta assim a passagem dos espermatozóides); inibe a motilidade e função dos espermatozóides dentro do útero e trompas; inibe o crescimento do endométrio (camada que reveste o útero por dentro e é onde os embriões se implantam no caso de gravidez), tornando-o desfavorável à gestação, o que resulta em um sangramento mais curto ou inexistente: age, portanto, apenas onde é necessário, não interferindo no restante do organismo.

O endoceptivo já previne a gravidez e assim que é inserido é muito eficaz. Age por 5 anos, mas pode ser retirado em qualquer tempo. Ao ser extraído do útero, a fertilidade retorna em 1 mês. Embora possa ser utilizado em qualquer fase da vida, é, principalmente, recomendado para mulheres que já tiveram filhos (inserção mais fácil). Fora da amamentação, o endoceptivo diminui ou acaba com a menstruação, a TPM e a cólica menstrual num período aproximado de 3 meses. Caso não haja adaptação, pode ser retirado com facilidade. É útil no tratamento de Miomas e da Endometriose, e não há necessidade de ser ingerido diariamente, o que evita o uso inadequado, como acontece com os anticoncepcionais. Os efeitos colaterais são mínimos. As mulheres usuárias de endoceptivo não apresentam quaisquer alterações de peso acima daquelas que não usam o produto, ou seja, não engorda!

Implantes Hormonais (Implanon)

Implantes Hormonais (Implanon)É um bastão de plástico, do tamanho de um palito de fósforo (4 x 1mm), que libera mínimas quantidades diárias de etinogestrel (progestagênio). Ele vem dentro de um aplicador e deve ser inserido, com anestesia local, no braço (6 a 8 cm acima da dobra do cotovelo). O implante é invisível e não provoca incômodos. A inserção é realizada no consultório e dura alguns minutos, o bastão ficará alojado no tecido subcutâneo (camada de gordura abaixo da pele).

Como age: seu mecanismo de ação, diferente do endoceptivo, é a inibição da ovulação. Os efeitos colaterais também são mínimos, é semelhante ao endoceptivo e apresenta as mesmas vantagens (sem risco de uso inadequado, como anticoncepcionais orais, é prático, não eleva níveis de estrogênio, melhora ou acaba com a TPM, diminui ou desaparece o fluxo e a cólica menstrual), pode ser usado no período de amamentação e ajuda no tratamento de Miomas e da Endometriose. O bastão dura 3 anos, e para sua retirada é necessária uma pequena incisão de 2 mm na pele com anestesia local. Da mesma forma que o endoceptivo, este método, testado e aprovado por mulheres do mundo inteiro, tem sido aceito pelo organismo com baixo potencial de efeitos.

Efeitos Indesejados: os efeitos colaterais do endoceptivo e implante, quando presentes, são muito discretos, sendo que nos primeiros 3 meses podem ocorrer pequenos "gotejamentos" de sangue fora do período menstrual. Algumas mulheres podem ter dor de cabeça ou abdominal e aumento na sensibilidade dos seios.

Camisinha ou Condom (Preservativo masculino ou Camisa de Vênus)

Camisinha ou CondomÉ um dos mais antigos anticoncepcionais. Atualmente, é fabricado de fina espessura, seco ou pré-lubrificado, vestindo completamente o pênis.

Eficiência: Índice de falha = 3%.

Normas de uso para uma eficiência adequada

Diafragma

Camisinha ou CondomÉ um preservativo de uso vaginal. Constitui-se de uma barreira mecânica à aproximação dos espermatozóides. É uma cúpula de borracha com um anel rígido circundante que encobre o colo uterino. Deve ser usado sempre com a adição de um gel espermicida para evitar, caso o material ejaculado alcance o útero, a fecundação. O uso do diafragma pressupõe boa aceitação. A paciente deve aceitar uma vida sexual programada e não se opor em colocar um objeto na vagina com seus próprios dedos.

Pela premeditação que impõe no relacionamento sexual, é considerado por muitas clientes como "antiromântico", conceito provido de certa coerência. Somando-se essa idéia ao fato de precisar ser removido e reinserido a cada relação sexual, conclui-se que o seu uso necessita de constante motivação. Encarando-se esses "pequenos problemas" de uma maneira otimista, o casal poderá aceitar este método e se beneficiar de sua inocuidade e eficiência.

Eficiência: Índice de falha = 2 a 3% (desde que usado concomitantemente com a geléia espermicida).

Causas de falha do diafragma

Diafragma defeituoso por

Camisinha Feminina

É também um preservativo de uso vaginal e funciona como um pequeno saco dentro da vagina com a borda na região externa. Embora seja bem indicado, a aceitação pelo casal é difícil.

Grávida Feliz Grávida Feliz