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Perguntas e Respostas

Pequeno Dicionário de Reprodução Humana

Abortamento: perda espontânea de um embrião viável ou feto no útero, antes da 20a semana de gestação.

Andrógeno: hormônio que estimula a atividade dos órgãos sexuais masculino e promove o desenvolvimento das características sexuais masculinas. Também é produzido em pequenas quantidades em indivíduo do sexo feminino.

Anejaculação: ausência de ejaculação, orgasmo e sensação ejaculatória.

Aspermia: ausência de fluído ejaculado na presença de orgasmo e sensação ejaculatória, o mesmo que “orgasmo seco”.

Astenospermia: motilidade menor que 50% de espermatozóides progressivos.

Azoospermia: ausência de espermatozóides na ejaculação.

Blastocisto: conceito do estado pós-mórula. Assemelha-se a blástula, pois possui cavidade com fluído e difere-se pois, sua camada superficial não é exclusivamente embrioblasto mas quase inteiramente trofoblasto. Tem 64 células geralmente no 5o dia de vida.

Carpe Diem: o desejo de aproveitar o dia e a vida enquanto é possível tema já bastante explorado pelo Barroco – é retomado pelos árcades e faz parte do convite amoroso.

Contagem de espermatozóides: o número de espermatozóides em uma ejaculação. Também chamada concentração de espermatozóides, expressa como o número de espermatozóides por mililitro.

Corpo lúteo: uma estrutura que se forma no local de um folículo ovariano após este liberar um óvulo. O corpo lúteo produz estrógeno e progesterona, dois hormônios necessários para a manutenção da gravidez; se esta acontece, o corpo lúteo funciona por +/-12 semanas; se não acontece, ele para de funcionar.

Criopreservação: método para preservação de pré-embriões e espermatozóides, mantendo-os em baixa temperatura (-196°C). As células são protegidas dos danos causados pelo congelamento e posterior aquecimento, por substâncias chamadas crioprotetores. O congelamento de sêmen é preferencialmente manual, e o de pré-embriões, por congeladores computadorizados.

Criptozoospermia: achado de espermatozóides no sêmen de homens azoospérmicos após centrifugação.

Diagnóstico pré-implantacional: diagnóstico genético realizado a partir da aspiração de um ou mais blastômeros de um pré-embrião ou do primeiro corpúsculo polar do oócito (óvulo), obtido por FIV ou ICSI, através de micromanipulação. Pode ser feito em nível gênico por técnicas de biologia molecular (PCR- Reação da Cadeia de Polimerase) ou em nível citogenético (FISH – Hibridização in situ pela fluorescência).

Ejaculação: expulsão do sêmen para o exterior.

Ejaculação retrógrada: passagem do sêmen, total ou parcialmente, da uretra prostática para a bexiga por falta de fechamento do colo vesical na ejaculação.

Eletroejaculação: técnica de obtenção do sêmen através de estímulo elétrico na região da próstata e vesículas seminais com uso de estimulador transretal. Utilizada em casos de anejaculação, principalmente em indivíduos de lesão medular.

Embrião: termo usado pra descrever os estágios iniciais do crescimento fetal, a partir da concepção até a oitava semana de gravidez.

Especialista em fertilidade: médico, normalmente ginecologista, que se especializou na área de fertilidade. O American Board of Obstetrics and Gynecology certifica como tendo uma subespecialidade em Ginecologia Obstetrícia aqueles que recebem treinamento extra em Endocrinologia Reprodutiva (o estudo dos hormônios) e infertilidade.

Espermátide: célula haplóide precursora do espermatozóide.

Espermatozóides: célula microscópica que carrega a informação genética do indivíduo do sexo masculino para o ovo proveniente do indivíduo do sexo feminino. A célula reprodutiva masculina, o gameta masculino.

Esterilidade: uma condição irreversível que impede a concepção.

Estrógeno: hormônio que estimula o desenvolvimento das características sexuais secundárias femininas e controla o curso do ciclo menstrual. Também é produzido em pequenas quantidades em indivíduos do sexo masculino.

Fertilização: a combinação do material genético em espermatozóides e ovo para criar um embrião. Normalmente ocorre dentro da tuba uterina (in vivo), mas também pode ocorrer em uma placa de Petri (in vitro). (Veja também Fertilização In Vitro).

Fertilização In Vitro, FIV (In Vitro Fertilisation, IVF): a FIV é o procedimento de Reprodução Assistida mais amplamente utilizado e de fato resolve vários distúrbios da fertilidade, particularmente problemas de tubas uterinas e deficiências dos espermatozóides. A FIV é um processo de seis etapas. Na primeira delas, o hormônio folículo-estimulante (FSH) é utilizado para estimular o crescimento do maior número de óvulos possível. Tal desenvolvimento múltiplo aumenta as chances de fertilização e de gravidez. Na segunda etapa, o HCG é usado para estimular a liberação dos óvulos maduros, que são coletados dos ovários, por via vaginal, utilizando-se uma agulha fina visualizada por ultra-som. Na terceira etapa, os óvulos são transferidos para uma placa no laboratório, na qual são colocados juntamente com os espermatozóides para que ocorra a fertilização. Na etapa final, alguns óvulos fertilizados ou embriões são transferidos para o interior do útero.

Feto: é o desenvolvimento depois do estágio embrionário, o período fetal começa no final da oitava semana pós-ovulatória quando mais de 90% ou mais de 4500 estruturas do corpo adulto tiverem aparecido.

Fibroma: tumor benigno (que não determina risco de vida) de tecido fibroso que pode ocorrer na parede uterina. Pode ser totalmente sem sintomas ou causar padrões menstruais anormais ou infertilidade.

Folículos: sacos preenchidos por fluídos existentes no ovário, os quais contêm os ovos liberados na ovulação. A cada mês, um óvulo se desenvolve dentro do ovário em um folículo.

Gameta: uma célula reprodutiva. O espermatozóide em homens, o óvulo em mulheres.

GIFT “Gamete Intrafallopian Transfer” – Transferência Intratubária de Gametas: técnica de reprodução assistida em que os espermatozóides processados e os oócitos colhidos anteriormente por aspiração transvaginal são transferidos diretamente para as trompas por laparoscopia. A fertilização ocorre in vivo, e atualmente, pouco utilizada.

Gonadotrofinas: hormônios que controlam a função reprodutiva: folículo-estimulante (FSH) e luteinizante (LH).

Gonadotrofina Coriônica Humana (Human Chorionic Gonadotropin, HCG): o hormônio produzido no início da gravidez que mantém o corpo lúteo produzindo progesterona. Também é na injeção para desencadear a ovulação após alguns tratamentos de fertilidade, sendo utilizado também em homens para estimular a produção de testosterona.

Gravidez clínica: identificação do batimento cardíaco fetal.

Gravidez bioquímica: elevação dos níveis de beta-hCG a partir do décimo dia após a transferência embrionária.

Hipogonadismo: função ovariana ou testicular inadequada, demonstrada pela baixa produção de espermatozóides ou pela ausência da produção do folículo, assim como por níveis baixos ou ausentes de FSH e LH.

Hipospermia: volume ejaculado menor que 2,0ml.

Hipersespermia: volume ejaculado maior que 5,0ml.

Histeroscopia: exame visual do útero, usando um instrumento chamado histeroscópio, que possibilita ao médico olhar dentro do órgão sem fazer uma grande incisão.

Hormônio folículo-estimulante (Follicle Stimulating Homone, FSH): hormônio piiluitário que estimula o desenvolvimento folicular e a espermatogênese (desenvolvimento dos espermatozóides). Na mulher, o FSH estimula o crescimento dos folículos ovarianos. No homem, o FSH estimula as células de Sertoli nos testículos e dá suporte à produção de espermatozóides. Níveis elevados de FSH estão associados com insuficiência gondadal tanto em homens quanto em mulheres.

Hormônio Luteinizante (luteinizing Hormone, LH): hormônio piluitário que estimula as Gônadas. No homem, o LH é necessário para a espermatogênese e para a produção de testosterona. Na mulher, para a produção de estrógeno.

Implantação (Embrião): a inserção do embrião no interior do tecido de modo que ele possa estabelecer contato com o suprimento de sangue da mãe para sua nutrição. A implantação usualmente ocorre na camada que recobre internamente o útero; no entanto, em uma gravidez ectópica (fora do útero), pode ocorrer um outro local do corpo.

Indução da Ovulação: tratamento médico realizado para iniciar a ovulação.

Infertilidade: a incapacidade de conceber após um ano de relações sexuais não protegidas (seis meses se a mulher tem mais de 35 anos de idade) ou a incapacidade de manter a gravidez até o termo.

Injeção Intracitoplasmática de Espermatozóides (Intracytoplamic Sperm Injection, ICSI): uma micromanipulação (ocorre sob microspopia), procedimento no qual um único espermatozóide é injetado diretamente no interior do óvulo para possibilitar a fertilização onde há contagens de espermatozóides muitos baixas ou com espermatozóides não-móveis (espermatozóides que não nadam efetivamente em direção ao óvulo). O embrião é, então, transferido para o útero.

Inseminação Artificial (Artificial Insemination, Al): a inseminação artificial é o processo de introdução dos espermatozóides diretamente no interior da vagina ou no útero. Geralmente é indicada para casais com infertilidade masculina, como baixo volume de sêmen, baixa concentração ou motalidade diminuída dos espermatozóides. Mas a inseminação artificial também pode ser utilizada para tratar casos de infertilidade feminina, como problemas do muco cervical ou fatores imunológicos. É um procedimento relativamente simples e indolor, realizado no consultório médico. Numa técnica denominada inseminação intra-uterina (IAIU), o médico insere os espermatozóides diretamente no interior do útero, próximo do momento da ovulação. Caso a mulher tenha muco cervical em pequena quantidade ou ausente, esse procedimento aumenta as chances de fertilização. Algumas vezes, mais de uma inseminação é realizada para garantir que a inseminação coincida com a ovulação.

Inseminação Intra-Uterina (Intrauterine Insemination, IAIU): procedimento no qual o médico coloca os espermatozóides diretamente no interior do útero, através do colo, usando um cateter.

Insuficiência Ovariana: a incapacidade do ovário de responder à estimulação do FSH proviente da pituitária, devido a lesão ou malformação do ovário, ou a uma enfermidade crônica, tal como uma doença auto-imune. É diagnosticada por FSH elevado no sangue.

Laparoscopia: exame de região pélvica, usando um pequeno telescópio denominado laparoscópio.

ICSI-”Intracytoplasmic Sperm Injection” – Injeção Intracitoplasmática do Espermatozóide: técnica de fertilização assistida em que é feita a injeção de um único epermatozóide no citoplasma do oócito por meio de um aparelho especialmente desenvolvido contendo microagulhas para injeção (micromanipulador). Segue os mesmos passos da fertilização in vitro.

Implantação embrionária: ou nidação, é a fixação do pré-embrião no endométrio.

Infertilidade: significa a falta de gestação clínica ou hormonal após 12 ou 24 meses de relações sexuais normais sem o uso de método anticoncepcional. Alguns autores preferem utilizar o termo esterilidade como incapacidade definitiva de obter gestação. Mesa:”Microsurgical Epididymal Sperm Aspiration” – Aspiração Microcirúrgica de Espermatozóide do Epidídimo: técnica de obtenção de espermatozóides no epidídimo de homens azoospérmicos, em geral por causa obstrutiva, através de aspiração microcirúrgica do epidídimo exposto por incisão escrotal.

Micromanipulação: uma variedade de técnicas que podem ser realizadas em um laboratório sob microscopia. Um embriologista manipula o óvulo e os espermatozóides para aumentar as chances de gravidez. (Veja Injeção Intracitoplasmática de Espermtozóides, ICSI).

Mórula: célula estágio 16, antes da formação do blastocisto; este estado geralmente é observado entre 72 e 96 horas depois da inseminação.

Motilidade dos epermatozóides: a capacidade dos espermatozóides de nadar. Motilidade deficiente significa que os espermatozóides têm dificuldade para nadar em direção ao ovo.

Oócito: gameta feminino depois da primeira divisão meiótica e antes da fertilização

Óvulo: gameta feminino ou célula germinativa, oócito.

Ovulação: a liberação do ovo a partir do folículo ovariano

Pico do Hormônio Luteinizante (Pico do LH): a liberação de hormônio luteinizante (LH) que causa liberação de um ovo maduro a partir do folículo.

Processamento do sêmen: técnicas laboratoriais que removem o plasma seminal e procura isolar espermatozóides móveis, separando-os dos outros constituintes celulares.

Progesterona: o hormônio produzido pelo corpo lúteo durante a segunda metade de um ciclo da mulher. Ele espessa a camada de recobrimento interno do útero a fim de prepará-la para aceitar a implantação de um ovo fertilizado.

Reação acrossômica: Reação estrutural que ocorre no espermatozóide provavelmente induzida após a adesão na zona pelúcida do oócito e que consiste na liberação de enzimas que facilitam a penetração do oócito pelo espermatozóide.

Reprodução assistida: Inclui as técnicas utilizadas no tratamento da infertilidade conjugal para obtenção de uma gravidez sem relação sexual.

Recuperação do ovo: um procedimento usado para obtenção de ovos a partir dos folículos ovarianos para uso em Fertilização In Vitro. O procedimento pode ser realizado durante laparoscopia ou através da vagina, utilizando-se uma agulha e ultra-sonografia para localizar o folículo no ovário.

Sindrome de Hiperestímulo Ovariana: efeito colateral do tratamento de hiperestimulação ovariana em que ocorre desenvolvimento de folículos ovarianos em excesso, causando uma grande produção de estradiol que pode levar, nos casos graves, a derrame pleural, pericárdico, ascite, desequilíbrio hidroeletrolítico, hipovolemia e fenômenos tromboembólicos. Ocorre em 0,25% a 6% dos ciclos de estimulação ovariana. Raramente ocorre em ciclos ovulatórios espontâneos, e só ocorre na presença do pico de LH endógeno ou administrado (exógenoSwim-up: técnica de processamento ou beneficiamento do sêmen em que se obtêm espermatozóides que podem ser capacitados. A amostra do sêmen é centrifugada e recoberta por meio de cultura e incubada a 37°C. Os espermatozóides beneficiados nadam em direção ao meio, daí o temo “swim-up”.

Técnicas de Reprodução Assistida (Assisted Reproductive Techonologies, ART): alguns casais necessitam de procedimentos mais sofisticados, conhecidos com técnicas de reprodução assistida (Art, do inglês), que ajudam a unir o espermatozóide ao óvulo. ART representa uma esperança aos casais que não respondem aos outros tratamentos e envolve as mesmas terapias hormonais utilizadas na indução da ovulação, além de técnicas para aumentar a fertilização do óvulo pelo espermatozóide. Os procedimentos mais comuns de ART são: Gonadotrofinas e HCG, transferência embrionária para cavidade uterina, aspiração dos folículos, óvulos aspirados, desobstrução tubária e FIV pré-embrião.

TESA – “Testicular Sperm Aspiration”: aspiração Testicular do Espermatozóide: técnica de obtenção de espermatozóides no testículo através de aspiração percutânea com agulha.

TESE- “Testicular Sperm Extraction”: técnica de obtenção de espermatozóides por biópsia testicular . Pode ser realizada por via cirúrgica ou percutânea com agulhas de biópsia.

Testosterona: o hormônio masculino responsável pela formação de características sexuais secundárias e que dá suporte a estimulação sexual. A testosterona também é necessária para a espermatogênese (desenvolvimento dos espermatozóides).

Teste pós-coito (TPC): exame microscópico do muco cervical realizado após a relação sexual para determinar a compatibilidade do muco com o espermatozóides. Utilizado para detectar problemas na interação espermatozóide-muco e a qualidade do muco cervical.

TET- “Tubal Embryo Transfer”: transferência Intratubatória de Embriões- Técnica de reprodução assistida semelhante a FIV, em que os pré-embriões obtidos são transferidos para as trompas.

Transferência de blastocisto: desenvolvida nos anos 90, é uma tecnologia na qual, da mesma forma que na FIV tradicional, após a coleta, os óvulos são transferidos para uma placa no laboratório, na qual são colocados junto com os espermatozóides. Ocorrendo a fertilização, os embriões resultantes desenvolvem-se por cinco dias, até que atinjam o denominado “estágio de blastócito”. Os embriões com maior potencial para implantação são inseridos de volta ao útero. Com esse método, apenas os embriões com maiores chances de sobrevivência são inseridos, reduzindo-se também o número de gestações múltiplas.

Transferência de embrião: colocação de um ovo que foi fertilizado fora do útero, no interior do útero ou da tuba uterina de uma mulher.

Transferência Intrafalopiana de Gameta (Gamete Intrafallopian Transfer, GIFT): após a recuperação do ovo, eles são postos junto com os espermatozóides e, então, colocados, utilizando um procedimento cirúrgico de pequena monta (laparoscopia), no interior das tubas uterinas para a Fertilização In Vitro.

Tubas uterinas (trompas): ductos através dos quais os ovos passam até chegar ao útero, após serem liberados do folículo. Os espermatozóides normalmente encontram o ovo na tuba uterina, local em que a fertilização usualmente acontece.

Ultra-sonografia: exame utilizado no lugar os raios X para visualizar os órgãos reprodutores: por exemplo, para monitorizar o desenvolvimento folicular.

Útero de aluguel (cessão temporária de útero, mãe substituta): utilização do útero de uma outra mulher para receber os pré-embriões gerados por FIV ou ICSI com gametas dos pais biológicos, nos casos de ausência ou disfunções uterinas da mãe biológica.

Vasectomia: a separação cirúrgica acidental ou eletiva dos vasos diferentes: procedimento usado para controle de natalidade.

Vibroejaculação/Vibroestimulação: técnica de obtenção de sêmen por meio de estímulo vibratório na região do freio e glande. Utilizando em casos de anejaculação, principalmente em indivíduos com lesão raquimedular.

ZIFT- “Zigodte Intrafallopian Transfer”: transferência Intratubária de Zigotos – Técnica de reprodução assistida em que os pré-embriões são transferidos diretamente para as trompas por laparoscopia (pouco utilizada).

Zigoto: estágio após singamia e que precede a primeira clivagem. Geralmente observado 18 a 24 horas após inseminação.